VIDA DIFÍCIL
A vida de políticos e administradores públicos que insistem em trabalhar fora das normas legais vai ficar cada vez mais difícil. Depois da Lei da Transparência e da criação de 18 órgãos de fiscalização direta, ficou muito mais difícil contratar serviços superfaturados, manter fantasmas na folha de pagamento e cometer desvios de verbas. Os sistemas de controle, com a ajuda da tecnologia, captam as irregularidades em segundos.
VIDA DIFÍCIL 1
A partir do momento em que essas irregularidades são detectadas, o assunto vai para análise dos órgãos de fiscalização, tipo Tribunal de Contas, Ministério Público Estadual, Ministério Público Federal, Receita Federal. É a parte mais branda do processo, feita para determinar se o gestor agiu de má fé, com o objetivo de obter vantagem pessoal indevida, ou se foi apenas um erro administrativo, motivado por falta de conhecimento técnico.
VIDA DIFÍCIL 2
Nos casos de erro administrativo eventual, ele é chamado para esclarecimentos e orientação, sem sofrer punição. Porém, quando a análise verifica que o procedimento foi ilícito e o gestor praticou a irregularidade de forma premeditada, pode esperar que a punião vai chegar. Mais cedo ou mais tarde, mas vai chegar com certeza.
VIDA DIFÍCIL 3
É um erro fatal achar que conversa mole, tipo "é perseguição política", "isso é coisa da imprensa", "eu não sabia", "estou surpreso, não tive tempo para me defender" e frases feitas parecidas vai resolver. Não vai. Hoje, os órgãos de fiscalização contam com equipes de advogados e técnicos que se especializaram em investigar todos os tipos de situação. A maioria é de jovens, concursados, absolutamente independentes, metódicos e que aprimoram seus métodos no dia a dia. Mais um detalhe: detestam pessoas que desviam o dinheiro de projetos sociais para colocar no próprio bolso.
VIDA DIFÍCIL 4
Portanto, candidatos a prefeito e vereadores, gestores de órgãos da administração direta e indireta, devem ter muito cuidado com o que fazem e com o que assinam. Ser gestor de um projeto exige rigor absoluto na sua condução. Ou isso, ou pode ficar preparado para uma convivência permanente com tribunais, juízes e oficiais de justiça. Pelo resto da vida.
RESPOSTA DURA
Depois de sofrer com a ação de bandidos especializados em assaltos a bancos, ao ponto de registrar quatro assaltos brutais em apenas 10 dias, as cidades do interior do Tocantins, passam por um período de calmaria. De acordo com especialistas, a resposta da Polícia foi tão dura e imediata que os bandidos preferiram evitar as ações no Estado.
SURPRESA RUIM
O suposto envolvimento do prefeito de Palmas, Raul Filho com Carlinhos Cachoeira, projetado em rede nacional de televisão, foi uma surpresa ruim para todos. Agora, a acusação do Ministério Público Federal de que ele teria falsificado documentos, junto com a mulher e deputada Solange Duailibe, deixa seus poucos defensores sem chão.
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Com uma administração considerada fraca, sobretudo no segundo mandato, Raul Filho começa a perder a última coisa boa que tinha, a imagem de administrador honesto e cuidadoso. Agora, só resta o discurso. E até este corre o risco de sofrer abalos a partir de terça-feira, dia 10, quando ele sentar na CPI do Cachoeira para responder as perguntas dos deputados. Pelo jeito, o pessoal do PSDB vai esquentar o tempo e os representantes do PT não parecem muito animados na defesa.
FLIT MOVIMENTA
Ainda não apareceu o mentor da ideia de realizar apresentações da Flit (Feira Literária Internacional do Tocantins) em vários municípios do Estado antes da apresentação principal, em Palmas. O fato é que o resultado é o melhor possível. Além de movimentar as cidades, levando cultura e diversão para pessoas de todos níveis sociais e econômicos, deu uma abrangência maior ao evento, tornando-o conhecido e admirado.
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O lançamento oficial será hoje (6) e os organizadores falam em receber cerca de 600 mil pessoas nos dias do evento em Palmas. No ano passado, tudo correu bem e poucos erros foram anotados.
AMERICANOS PROCURAM
Dois grupos norte-americanos chegam ao Tocantins na próxima semana para visitar àreas de terras no cerrado onde pretendem implantar projetos agrícolas de grande porte. Pensam só em áreas já desmatadas, onde existem fazendas de criação de gado de pouca ou nenhuma produção.
AMERICANOS PROCURAM 1
A ideia é adquirir até 400 mil hectares de terras planas, mecanizáveis, para plantar soja, milho e arroz. O investimento previsto será de US$ 400 milhões em cinco anos e a área seria dividida em lotes de 500 hectares, cada um, para exploração por agricultores brasileiros e americanos. A tecnologia predominante será a brasileira.
Tocantins Hoje